“O destino das nações depende daquilo e de como as pessoas se alimentam” (Brillat-Savarin, 1825).

domingo, 20 de maio de 2012

Metabolismo de Proteinas


            As proteinas e os demais componentes do corpo estão em constante degradação e síntese. A manutenção da concentração de proteína é feita pela sua síntese na mesma proporção em que é degrada. Bem, diferentemente dos carboidratos e lipídios, os aminoácidos em excesso não podem ser armazenados no organismo, sendo oxidados e excretados (uréia). Vale ressaltar que, em um homem saudável, 400 gramas de proteínas são renovadas, sendo que 100 gramas foram “perdidos” pela excreção, podendo ser supridos através da alimentação.





            Assim, a degradação de proteínas da dieta e endogenas produz um conjunto de aminoácidos, que são precursores das proteínas endógenas e de compostos nitrogenados não-proteicos. Os aminoácidos em excesso são degradados, restando apenas suas cadeias carbônicas, que são convertidas em compostos comuns ao metabolismo de lipídeos e carboidratos, e remoção do grupo amino em forma de uréia.
                       

                    Transaminação
            O grupo amino é tirado pela sua transferência para o  alfa- cetoglutarato, formando glutamato e a cadeia carbônica é convertida à  alfa- cetoácido

            AMINOACIDO + 
alfa-CETOGLUTARATO ----> alfa-CETOÁCIDO + GLUTAMATO
            A enzima responsável é a aminotransferase ou transaminase e se encontra na mitocôndria e no citossol, sendo que nos tecidos tem como aceptor do grupo amino o  alfacetoglutarato, que forma o glutamato. Mas possui afinidade, também, com o oxaloacetato, que é formado através do ciclo de Krebs, e forma o aspartato. Essas enzimas aceitam como doadores do grupo amino vários aminoácidos. O nome da aminotransferade vem do aminoácido que com que tem maior afinidade e o melhor exemplo é o da alanina aminotransferase (TGP)

            ALANINA +  alfa-CETOGLUTARATO ----> PIRUVATO + GLUTAMATO
            Podemos concluir, então que o glutamato é um produto em comum às reações de transaminação, tendo um reservatório temporário de grupo amino, vindo de vários aminoácidos.
            Depois dessa 1ª etapa, o resíduo de nitrogênio será levado ao fígado para reutilização ou excreção, sendo que os grupos amino são usados de forma econômica nos sistema, pois só alguns microorganismos conseguem transformar N2 em formas úteis biologicamente. Com isso, pode haver liberação de amônia, que é extremamente tóxica para os tecidos .
Tem 2 formas para remover o grupo amino, sendo essas:
  • ·         DESAMINAÇÃO: só no fígado o grupo amino será convertido em amônia, restaurando o transportador. Ah, isso acontece na mitocôndria, pois lá não vai provocar grandes danos ao organismo. Daí, uma parte dessa amônia é reciclada e utilizada em vários processos, porem o fígado faz transformação para haver uma forma correta de excreção.
  • ·         TRANSAMINAÇÃO: acontece nos tecidos para doar os grupos amino dos aminoácidos para outros que funcionarão como carreadores. o aminoácido formado é o glutamato.


Porem, há 9 aminoácidos (asparagina, glutamina, glicina, lisina, histidina, metionina, prolina, serina e treonina) que não tem suas vias degradativas iniciadas pela transaminação com o alfa- cetoglutarato, tendo seu grupo amino removido por reações especificas. Mas possuem em comum a forma de remoção desse grupo que no decorrer das vias degradativas,  o grupo amino pode ser liberado como glutamato por transaminação de um intermediário com alfa-cetoglutarato ou como NH4+, através de reações por desaminação. Assim, na degradação dos aminoácidos, o grupo amino é transformado em aspartato e NH4+- precursores as uréia.
A uréia é o principal produto excretado do metebolismo de mamíferos da terra, sendo que um humano tem 30 gramas excretadas por dia. Mas a formação da uréia acontece a partir da amônia da desaminação, através da conversão de ornitina em arginina, que corresponde ao CICLO DA URÉIA.  







Esse ciclo começa dentro das mitocôndrias dos hepatócitos, sendo que três passos acontecem no citossol . Dois grupos amino são inseridos no ciclo, sendo  o primeiro proveniente da amônia que é empregada na síntese de carbamil fosfato e HCO3- da respiração da mitocôndria, e o segundoé proveniente do aspartato que veio da mitocôndria por transaminação e foi para o citossol. O grupo carbamil tem grande potencial de transferencia e é útil na transferência do g. amino pra onitina, dando inicio ao ciclo. O gasto final é alto, pois é preciso de 4 fosfatos com grande enegia e há produção de apenas 1 molécula de uréia.







               Thaís Fernandes

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